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Diário de gravidez: a importância de escolher um bom médico

Depois da confirmação da minha gravidez, tudo começou a ficar mais frenético. Na teoria, recomenda-se que você faça a sua primeira consulta assim que descobrir o seu positivo. E o meu foi descoberto bem entre o natal e ano novo… Aí complica né?

A minha sorte é que eu já havia escolhido o meu médico, e essa é uma dica que eu passo adiante… Se você estiver planejando a sua gravidez, comece a pesquisar referências e indicações dos bons profissionais. O mundo está dividido entre dois deles: os médicos dos procedimentos padrões e os que tratam cada caso de forma mais individualizada. 

Falo por experiência própria. Na primeira vez que engravidei em 2016, fui bem pragmática e achei mais prático fazer minhas consultas com a minha própria ginecologista, que também é obstetra. Por mais que eu achasse ela meio “pá pum”, ou seja, direta e objetiva demais, não pensei que isso pudesse ser um problema.

O fato é que depois de passar pela primeira consulta, ela simplesmente cumpriu o padrão sem olhar com mais cuidado para os detalhes da minha gestação. Saí do consultório dela sabendo que estava com um descolamento do saco gestacional (que ela mesmo descobriu), mesmo eu tendo avisado que estava tendo um sangramento pequeno mas constante. Gente, outra dica, sangramento na gestação é uma coisa que não se pode ignorar. SEMPRE avise o seu médico. Pode não ser nada, como pode ser um alarme para alguma coisa que você precisa remediar.

Voltando então para o consultório dessa minha antiga médica… Mesmo sabendo do meu sangramento, mesmo VENDO na ultra o descolamento, que segundo ela era super pequeno e não precisaria me preocupar, as recomendações dela foram pra eu seguir a vida normal, com exercícios, alimentação, rotina, etc… Resultado: Aquele descolamento já era um sinal de aborto, que ela sequer considerou.

Neste caso preferi ignorar as recomendações dela e ouvir as do meu marido e da minha mãe, então me permiti repousar e me cuidar mais, mesmo ela tendo sido uma louca dizendo que até musculação estava liberado pra mim O.o

Claro que ela não foi culpada pelo que aconteceu, não vamos misturar as coisas. Tive um aborto retido porque o embrião não estava se formando corretamente.

Onde quero chegar com todo esse relatório? Que médicos assim, que tratam todo mundo seguindo um padrão, como se fosse uma fila de gado para ser vacinado, não serão uma boa escolha. Não foi pra mim, e certamente não será pra você e seu bebezinho lindo que está por vir.

Nessa gestação, obviamente trocamos de médico. Escolhemos um que é completamente o oposto. As consultas não duram menos que 1 hora, a secretária é super competente e resolve qualquer perrengue com guias e receitas pelo telefone (o que agiliza muito as coisas em momentos de emergência), além do próprio médico que nos deu carta branca para ligar no seu celular em qualquer horário, para qualquer tipo de dúvida. O meu caso é visto com atenção e muito cuidado, porque eu Rubia, sou a paciente assim, que vamos tratar assado. Não tem padrão, tem respeito.

Mas e aí? O que tenho que levar em consideração na hora de escolher meu médico? Então tome nota da listinha abaixo:

  • Busque recomendações com suas amigas e familiares. Certamente elas poderão dar muitas informações sobre esses profissionais.
  • Verifique se ele atende pelo seu plano de saúde. Se sim, marque uma consulta inicial para conhecê-lo.
  • Tem que haver sintonia. Como foi a conversa com esse profissional? Ele demostrou ter bastante experiência? O consultório é agradável? O casal precisa estar 100% satisfeito com o conjunto da obra, se esse for o caso, o seu médico está definido ;)
  • Dedicação do tempo. Os bons médicos ouvem o paciente e se dedicam a ele. Por isso, profissionais que atendem em apenas 15 minutos e não esclarecem muito bem as suas dúvidas, podem não ser uma boa escolha para lidar com a sua gestação.
  • Disponibilidade. Médicos que disponibilizam o celular ou qualquer canal que seja, para os casos de emergência e dúvidas, devem sempre ser levados em consideração. Uma mãe de primeira viagem dificilmente saberá o que é normal e o que não é em uma gestação. Um canal de comunicação direto com o médico é muito importante para acalmar e orientar a paciente. Claro que vamos ter bom senso nessa hora, deixe para usar esse recurso somente em casos realmente importantes.
  • A escolha da maternidade. Se você sonha em ter o seu bebê na maternidade X ou Y, é preciso checar quais são os médicos que atendem nesses locais. Se esse não for o seu caso, não esqueça de perguntar quais são as maternidades que o seu médico realiza os partos. Certamente você terá o seu bebê em uma delas.
  • Aparelhagem. No consultório, o equipamento básico, além dos instrumentos normais de um ginecologista, é o sonar, que capta os batimentos cardíacos do bebê. O ultrassom apesar de ser uma mão na roda para dar aquela olhadinha básica no bebê, não é um aparelho essencial. Por isso não deixe de escolher um bom médico só por esse motivo.
  • Se você sonha com o parto normal e adoraria ter uma doula para te dar suporte (Doula é uma assistente do parto, responsável por acompanhar a mulher durante toda a gestação, oferecer apoio emocional, tirar dúvidas e até fazer massagens para amenizar as dores), converse com o médico sobre ela, afinal, aceitar a doula na hora do parto ainda não é um consenso entre os médicos.

Espero que tenham gostado do meu relato =*

 

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Sobre Rubia Rocha

Rubia Rocha, publicitária, designer e apaixonada por artesanato, estava decidida a produzir o seu próprio casamento na intenção de encontrar alternativas criativas para subir ao altar. Para se organizar melhor, começou a arquivar as melhores inspirações e ideias no Blog do casamento, que hoje é referência no assunto.



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