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Diário de gravidez: O tratamento

Depois de um ano inteiro de exames e investigação e um pedido do meu médico para fazer um exame chamado Anti Mulleriano, descobri que além das minhas mutações genéticas vasculares (sanguíneas), que causaram minhas duas perdas gestacionais em 2016, a minha contagem de óvulos estava “normal” mais entrando em decadência.

O que isso quer dizer? Que meu corpo está envelhecendo e que se eu não engravidar agora, ficará cada vez mais difícil de engravidar naturalmente.

Desde junho/2017, comecei a fazer controle de ovulação (sem medicamentos) para monitorar o ciclo e as condições, mas depois de 4 meses de tentativas, meu médico achou melhor partir para os indutores, pra eu conseguir engravidar mais rápido. Segundo ele, a preocupação não seria nem o primeiro filho, mas sim o segundo.

Então na sua opinião como especialista, ele jogou essa pauta no nosso colo. Dentro do meu quadro clínico, um segundo filho teria que ser na cola no primeiro, um atrás do outro, caso contrário ficaria bem difícil de conseguir engravidar (naturalmente) depois desse resultado do exame de contagem de óvulos, até porque esse exame dá uma prévia de quando a mulher entrará na menopausa, e no meu caso será lá pelos 45 anos.

Entrei no consultório achando que sairia de lá apenas com uma receita, mas ganhei também a tarefa de fazer uma escolha que fará total diferença nas nossas vidas. Queremos um segundo filho, se nem temos um primeiro? Aguentamos um atrás do outro?… e Agora? Adotamos um segundo? Senhor, o que a gente faz???

Até o momento ainda não nos decidimos sobre o que fazer da vida, então resolvi focar em uma coisa de cada vez.. E por hora escolhi focar no tratamento. Então continuei meu controle de ovulação, agora com meu Clomid e minhas injeções, e dá-lhe monitoramento, ecografias mil e vamos ver no que vai dar…

Rotina cansativa, desgastante e por muitas vezes estressante. Meu maior medo da vida era “penar” para conseguir ter filhos, que coisa não? Apesar da minha vontade de ter filhos não ser uma coisa fora de controle, fanática e obsessiva, entendo bem dessa dor que muitas mulheres passam, e acho que foi justamente essa minha atitude tranquila de “jogar para o universo” que consegui levar quase numa boa esse processo todo.

Não é fácil, definitivamente. Mexe com o psicológico. Hora você acorda feliz com vontade de correr no parque, hora você se acaba no choro por não entender porque as coisas não podem ser mais naturais.

Por sorte tenho um marido que me dá muito suporte, além da família e de amigos que posso contar sempre. E assim vamos levando a vida, sem medo de ser feliz. Alguma hora posso chegar com um novo post com novidades. Quem sabe né? Vamos jogar para o universo ;)

Bjo!

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Sobre Rubia Rocha

Rubia Rocha, publicitária, designer e apaixonada por artesanato, estava decidida a produzir o seu próprio casamento na intenção de encontrar alternativas criativas para subir ao altar. Para se organizar melhor, começou a arquivar as melhores inspirações e ideias no Blog do casamento, que hoje é referência no assunto.



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