Diário de gravidez: O puerpério

Tá aí uma palavrinha que eu nunca tinha ouvido falar até começar a minha jornada rumo a maternidade: O Puerpério.

O puerpério também é conhecido como período de resguardo ou quarentena, já que dura cerca de 40 dias. Durante o puerpério a mulher passa por muitas alterações hormonais, físicas e emocionais.

Ouvi falar tão mal desse tal puerpério que me preparei para a guerra. “Diz” que nesse período o Baby Blue e a depressão pós parto (que é praticamente a mesma coisa, mas com períodos de duração diferentes) acabam com a saúde mental da mulher, a auto estima também vai lá no pé, além é claro de todos os desconfortos que esse período te proporciona por conta do parto (que não deixa de ser um trauma físico).

O meu puerpério

Realmente o puerpério não é assim uma coisa linda de viver. Durante a gestação tudo é “quase” lindo. Nosso corpo está radiante,  nossa pele, nosso cabelo,  tudo está vibrante e de repente depois do parto o corpo se transforma numa bexiga murcha. Você se transforma de borboleta a lagarta em poucos dias.

A nova rotina me presenteou  com lindas olheiras, a minha imunidade baixou e demorei uns dias para me acostumar com a sensação de barriga vazia. Se não fosse pela cinta, acho que nem conseguiria andar direito. É terrível, parece que tudo está boiando dentro de você.

Depois do parto, você precisa conviver com um sangramento que pode levar uns 20 dias para acabar. Felizmente os boatos de que o sangramento é MUITO intenso não se confirmaram pra mim. Usei absorventes noturnos (que são aqueles maiores) e não tive problema com isso.

Minha cicatriz também fechou direitinho, sem formar queloide e minha barriga inchou bastante nesse período, assim como meus pés. Engraçado né? Não fiquei inchada durante a gravidez, mais depois dela virei um balão. Essa parte confesso que dá um desânimo. O corpo fica flácido, e nesse período é terminantemente proibido fazer qualquer atividade física ou procedimento estético. O ideal mesmo é se ocupar com a maternidade e abstrair essa parte, até o 3° mês, que já é liberado pra correr atrás do preju. 

A apojadura aconteceu pra mim lá pelo 10° dia (que é quando o leite desce pra valer). Enquanto isso amamentei os meninos com o colostro, e descobrimos uma coisa muito óbvia nesse período: O meu leite não era suficiente para amamentar os dois, eles estavam perdendo peso, e meu corpo estava entrando em colapso Todos os dias depois das 16 horas, eu tinha muita dor pelo corpo e febre.

Jurava de pé junto que isso era coisa da recuperação, até receber um toque da pediatra dos meninos que olhou pra mim e disse com essas palavras: Rubia, os meninos estão bem, mas você está acabada!!! Vamos fazer um esqueminha de formula aí pra intercalar com o leite materno, assim você tem intervalos de descanso. Foi batata! A febre e a dor no corpo foram sumindo gradualmente até eu ficar com uma cara melhorzinha denovo.

Sobre as visitas: Os bebês obviamente são aguardados não só pelos pais, mas também pelos familiares e amigos. Por isso não estranhe se uma multidão de gente quiser visitar vocês na maternidade ou em casa. Aí eu te digo: Você precisa se preparar para a sabatina. Nessas horas o suporte dos avós, e do pai são fundamentais, até porque você terá disposição ZERO pra receber. Aqui em casa os fins de semana eram um entra e sai absurdo de gente, e a mesma coisa aconteceu na maternidade. Como todos eram pessoas próximas, não tive vergonha de ficar de pijama ou então receber deitada da cama, afinal de contas o puerpério é um período de recuperação. Se você não tiver essa disposição toda, dizer “hoje não” também é uma forma de amor, tá? Quem não entender é porque é sem noção mesmo.

Sobre a depressão pós parto e o Baby Blue: Mãe de primeira viagem de gêmeos, pensei comigo: CERTEZA que não vou escapar delas. Saí de uma vida pacata com o meu marido, sem muita agitação para o universo dos choro, fraldas sujas e cuidados mil com os bebês. Passei ilesa felizmente.

Acho que parte disso se deu porque eu estava tão assustada com o que as pessoas diziam sobre ter filhos, que estava preparada só para a guerra, sem esperar nada de bom em troca. Além disso me preparei muito para a maternidade. Fiz um curso junto com o meu marido, super extenso na maternidade Santa Brígida  o que facilitou muito as coisas com a chegada deles em casa.

Dica que eu passo adiante. Faça pelo menos um curso de gestante/amamentação para receber o seu pacotinho. Você se sentirá bem menos vulnerável como pais de primeira viagem.

Minhas considerações

O puerpério vai muito além do que o período de “resguardo” da mãe. É também um momento de descobertas, de dedicação, adaptação e principalmente um momento de extrema dependência do seu bebê. É uma fase única, que passa muito rapidinho e deixa saudade logo depois.

Quanto passar, você vai olhar para trás e sentir um apertinho no peito quando lembrar das noites que seu bebê passou no seu colo mamando, do quanto era engraçadinho quando ele tinha o reflexo de moro, do jeitinho que ele se aconchegava bonitinho no seu peito para dormir. Por isso quando chegar a sua vez, aproveite o bom, e tenha paciência para encarar o “ruim”, até porque você nem vai lembrar direito dele.

O que você vai ver agora são cenas (ou melhor fotos) de pequenos momentos do meu puerpério.. PREPARE-SE para fotos nada charmosas do meu acervo pessoal, misturadas com algumas clicadas pela Bruna Sarturi.

 

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Sobre Rubia Rocha

Rubia Rocha, publicitária, designer e apaixonada por artesanato, estava decidida a produzir o seu próprio casamento na intenção de encontrar alternativas criativas para subir ao altar. Para se organizar melhor, começou a arquivar as melhores inspirações e ideias no Blog do casamento, que hoje é referência no assunto.



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