diário de gravidez - diabetes gestacional

Diário de gravidez: Diabetes gestacional

Como o tempo passa voando.. Mal escrevi no diário sobre o segundo trimestre e já estou quase na reta final da gestação.

Felizmente apesar dos medos e angústias do primeiro trimestre, o segundo pudemos tirar de letra. Entramos para o terceiro sem muitos problemas, tudo dentro da normalidade. Leia-se normal as cores nas costas, falta de ar, dificuldade para dormir e claro a barriga pesada (porque esses gurizinhos crescem numa velocidade assustadora).

Na minha consulta de 28 semanas, que é uma das consultas mais importantes dessa fase, período que fazemos e refazemos vários exames, incluindo aí o exame de curva glicêmica (exame de sangue acompanhado de um teste oral que mede a tolerância a glicose, normalmente utilizado para investigação de uma possível diabetes.)praxe nesse período da gestação, lá fui eu me enquadrar no time das gestantes que estão com diabetes gestacional. 

Felizmente meus índices são baixos (mesmo acima do normal), então uma dieta quase livre de carboidratos e de açúcares certamente vai regularizar a coisa toda. Voltei pra casa tranquila, acho que já passei por coisas bem piores na gestação, mas confesso que trocar tudo pelo integral e limitar ao máximo ao consumo de açúcar me deixa um pouco preocupada.Será que vou conseguir variar bem o cardápio?

Pra minha sorte sempre comi certinho, gosto de “comida saudável”, arroz integral, legumes, verduras e saladas, carnes magras. O mais difícil pra mim será ter que controlar o consumo de frutas, que era o meu grande trunfo quando me dava aquela vontade desesperada de atacar um bolo de chocolate, um sorvete ou uma sobremesa. Aí sem bolo, sem sorvete e sem frutas, como eu vou sobreviver!? =__(

Mas… é vida que segue, mais importante que me preocupar com os doces que terei que deixar de comer, é manter meus níveis de glicose controlados para evitar qualquer complicação pra mim e para os bebês. Ainda bem que essa diabetes é passageira e após o parto tudo volta ao normal… Ufa!

Causas da diabetes gestacional

Para diminuir a quantidade de açúcar no sangue, o pâncreas produz um hormônio chamado insulina. Ele permite que o excesso seja armazenado, enquanto a outra parte é usada como fonte de energia. A diabetes acontece quando o pâncreas não produz insulina o suficiente ou quando a insulina produzida é impedida de fazer o seu trabalho por algum motivo.

Fatores de risco

Existem alguns fatores de risco que contribuem para a diabetes gestacional, são eles:

  • Obesidade
  • Ganho de peso rápido durante a gestação
  • Idade
  • Histórico familiar
  • Ser pré diabetes
  • Já ter tido diabetes gestacional nas primeiras gestações

Sintomas

Assim como a diabetes convencional, a gestacional também é bem silenciosa e alguns sintomas são parecidos com os sintomas normais da gestação. São eles

  • Excesso de fome e sede
  • Ganho de peso exagerado da mãe e do bebê
  • Fadiga
  • Inchaço nas pernas e pés
  • Visão turva

Tem cura?

Felizmente sim! Geralmente ela some sozinha logo após o parto, quando o corpo começa a voltar ao ritmo normal.

Tratamento

A gestante diagnosticada com diabetes gestacional passa a ser tratada com mais atenção pelos médicos, que consideram uma gestação de alto risco. Ainda assim, o tratamento é simples e consiste em uma dieta equilibrada com o mínimo de carboidratos e açucares possível e atividades físicas moderadas.

Riscos para a gestante

  • Rompimento da bolsa amniótica antes da data prevista;
  • Parto prematuro;
  • Feto que não vira de cabeça para baixo antes do parto;
  • Aumento do risco de pré-eclâmpsia, condição caracterizada pela elevação súbita da pressão sanguínea que traz riscos para o feto;
  • Necessidade de cesárea por conta do tamanho do bebê;
  • Em caso de parto normal, pode haver laceração do períneo (porção de pele que separa a entrada do canal vaginal e do ânus) pelo tamanho do bebê;
  • Infecções genitais devido às alterações no pH vaginal durante a gestação e baixa na imunidade causada pela diabetes;
  • Desenvolvimento de diabetes tipo 2 nos próximos 10 ou 20 anos após o parto, pois o fígado já demonstrou não ser capaz de dar conta de grandes quantidades de glicose no sangue.

Riscos para o bebê

  • Síndrome da angústia respiratória, caracterizada pela dificuldade para respirar ao nascer;
  • Crescimento demasiado do bebê, o que aumenta as chances de ele se tornar obeso durante a infância ou adolescência;
  • Hipertrofia (aumento) do coração, levando a doenças cardíacas e circulatórias;
  • Hipertrofia do fígado;
  • Hipoglicemia após o nascimento devido a falta de glicose que vinha do organismo da mãe;
  • Aumento da gordura subcutânea;
  • Nascer morto ou morrer pouco tempo após o nascimento.
Fonte: Minuto Saudável  | Foto: Bruna Sarturi 

Veja também

Compartilhar

Sobre Rubia Rocha

Rubia Rocha, publicitária, designer e apaixonada por artesanato, estava decidida a produzir o seu próprio casamento na intenção de encontrar alternativas criativas para subir ao altar. Para se organizar melhor, começou a arquivar as melhores inspirações e ideias no Blog do casamento, que hoje é referência no assunto.



Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado Os campos obrigatórios estão marcados com *